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TSE cria atendimento eleitoral em Libras por videochamada

Central conecta eleitores surdos a intérpretes em todo o país; serviço funciona por celular, computador ou cartório, com opção sem consumo de dados.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, vista de frente sob céu claro
Sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília.Foto: Alexandresena / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta sexta-feira (6) a Central de Intermediação em Libras (CIL). A ferramenta permite que pessoas surdas ou com deficiência auditiva falem com servidores eleitorais por videochamada, usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O intérprete traduz a conversa entre Libras e português.

O serviço alcança o TSE, os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) e brasileiros que vivem no exterior. A novidade transforma um atendimento antes concentrado em poucas capitais em uma porta de entrada nacional. Segundo a Agência Brasil, apenas cinco TREs mantinham intérpretes fixos.

Como o eleitor pode usar a central

A plataforma funciona em celular, tablet ou computador. O eleitor inicia a chamada e um intérprete participa da conversa com o servidor. Também existe opção de bate-papo por texto para quem preferir esse canal.

Os cartórios, as recepções e as ouvidorias terão equipamentos para conectar o usuário à central. Quem não tiver aparelho próprio pode procurar uma unidade da Justiça Eleitoral. O TSE informa que o atendimento segue o horário regular de cada tribunal.

Canais para pedir atendimento em Libras Opções anunciadas pelo TSE em 6 de novembro de 2026

Canal Como funciona
Videochamada Intérprete traduz Libras e português em tempo real
Webchat Conversa escrita com a equipe de atendimento
Cartório eleitoral Equipamento da unidade conecta o eleitor à central
Aplicativo Icom Leitura de QR Code pode evitar consumo da franquia móvel

Fonte: TSE e Agência Brasil. Elaboração: redação.

Para usar a videochamada sem descontar a franquia de dados, o cidadão precisa instalar antes o aplicativo Icom, disponível para Android e iOS. Depois, deve ler o QR Code publicado no portal do TSE ou afixado nos pontos de atendimento. A plataforma também oferece internet patrocinada, segundo a descrição oficial.

A escala do público ajuda a medir o alcance da medida. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou mais de 2 milhões de pessoas surdas ou com deficiência auditiva em 2022. O TSE informou que cerca de 182,3 mil eleitores cadastrados tinham deficiência auditiva em 2026. Eles representavam aproximadamente 8,37% do eleitorado com deficiência.

Antes da central, a pessoa dependia muitas vezes de acompanhante, escrita ou gestos. Isso podia expor dados pessoais e reduzir a autonomia para tratar de título, transferência, justificativa ou denúncia. A tradução por intérprete diminui essa barreira, mas o resultado dependerá de conexão, treinamento e divulgação do serviço.

O que diz o TSE: O tribunal afirma que a CIL amplia a acessibilidade e permite atendimento remoto ou presencial com tradução simultânea entre Libras e português. A página oficial orienta o uso por celular, tablet, computador ou equipamentos da recepção e da Ouvidoria.

A criação da central não elimina a obrigação de cada TRE manter atendimento acessível. Ela oferece uma estrutura comum para todo o país. O próximo teste será a capacidade de responder nos períodos de maior procura, como o fechamento do cadastro e os dias de votação.

Como fizemos: Consultamos a página da Central de Intermediação em Libras do TSE e a reportagem da Agência Brasil, acessadas em 06/11/2026. Reproduzimos os números informados pelo TSE e pelo IBGE e organizamos os canais descritos nos dois textos. As fontes não permitem medir, ainda, tempo de espera ou volume de chamadas.

Fontes