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Apenas 13 votos após as 19h, mostra detalhamento do TSE

O tribunal registrou 34.393 votos depois das 17h; 94,2% deles ocorreram entre 17h e 18h, e só 0,04% foram computados após as 19h.

Urna eletrônica brasileira UE2020 com tela, teclado numérico e terminal do mesário
Urna eletrônica brasileira modelo UE2020, usada nas eleições, em foto de dezembro de 2021.Foto: Antonio Augusto / Secom/TSE / Wikimedia Commons (Domínio público)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (27) o detalhamento dos votos registrados após as 17h no segundo turno. Foram 34.393 votos no total, dos quais apenas 13 foram computados depois das 19h.

Esses 13 votos equivalem a cerca de 0,04% do total posterior às 17h, segundo cálculo da redação. O levantamento delimita o alcance numérico da prorrogação e ajuda a separar os diferentes horários de encerramento das seções.

A maioria votou entre 17h e 18h

A votação de domingo (25) foi estendida até as 19h pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão valeu apenas para seções que ainda funcionavam às 17h. As duas campanhas presidenciais haviam relatado dificuldades no transporte de eleitores.

Mais de nove em cada dez votos após as 17h ocorreram na primeira hora Votos computados por faixa de horário no segundo turno de 25 de outubro de 2026

Período Votos Participação no total
Entre 17h e 18h 32.399 94,20%
Entre 18h e 19h 1.981 5,76%
Após as 19h 13 0,04%
Total 34.393 100%

Fonte: TSE. Percentuais calculados pela redação e arredondados para duas casas decimais.

A soma das três faixas confirma o total informado pelo tribunal. A maior concentração ocorreu logo depois do horário original. Os votos posteriores às 19h formam a menor parcela, mas o levantamento não explica as circunstâncias individuais desses registros.

Por que há dois totais diferentes

O levantamento nacional considera 497.333 seções com encerramento registrado depois das 17h. Desse universo, 473.065 concluíram os trabalhos até as 17h10. Segundo o TSE, esse intervalo comporta procedimentos normais, como a impressão dos Boletins de Urna, os documentos com o resultado de cada seção.

Outras 24.268 seções continuaram abertas depois das 17h10. Nesse recorte menor, foram 8.673 votos computados desde as 17h. Portanto, os 8.673 votos não se somam aos 34.393: eles já estão incluídos no total nacional e seguem um critério diferente.

Nas seções com eleitores na fila às 17h, o artigo 160 da Resolução TSE 23.751/2026 prevê identificação e distribuição de senhas. A regra garante o atendimento de quem já chegou no horário, sem reabrir urnas encerradas.

São Paulo teve 6.093 seções abertas após as 17h10 e 2.496 votos desde as 17h nesse recorte. Rio de Janeiro registrou 2.349 votos, Bahia, 1.656, e Pernambuco, 577. Juntos, esses quatro estados concentraram 7.078 votos, ou 81,6% dos 8.673, por cálculo da redação.

O TSE também identificou 6.766 seções encerradas após as 19h. Nelas, 4.773 votos foram computados depois das 17h, incluindo os 13 posteriores às 19h. Esses números também são subconjuntos, não novas parcelas a acrescentar ao total.

O que diz o TSE: O tribunal afirma que encerramentos até as 17h10 fazem parte da rotina e não são atípicos por si só. Nas seções com fila às 17h, a resolução eleitoral determina a identificação dos eleitores e a distribuição de senhas para garantir o voto.

O que os dados permitem concluir

Os números mostram quantos votos foram registrados em cada faixa e em cada recorte de seções. Eles não identificam eleitores, não indicam o motivo de cada registro após as 19h e não julgam a validade individual desses votos.

A principal conclusão é de escala: 99,96% dos votos posteriores às 17h foram computados até as 19h. Eventual análise judicial sobre os 13 registros restantes exige os documentos das seções específicas, e não apenas o total nacional.

Como fizemos: Usamos o detalhamento publicado pelo TSE em 27/10/2026. Dividimos cada faixa de votos por 34.393 e os 7.078 votos de SP, RJ, BA e PE por 8.673. Arredondamos os percentuais e tratamos os recortes como subconjuntos, sem somá-los. Os dados não explicam registros individuais.

Fontes