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SP e Cruz Vermelha buscam identificar 300 ossadas

Acordo ampliará análises genéticas do IML paulista e comparações com familiares; parentes de desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar coleta.

Sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Genebra, com bandeira da instituição
Sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Genebra, fotografada em abril de 2019.Foto: Torbjorn Toby Jorgensen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) firmaram nesta quinta-feira (5) um acordo para identificar 300 ossadas. Os restos mortais estão sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) paulista. O trabalho usará análise genética e comparação com dados de familiares de pessoas desaparecidas.

O número de ossadas não equivale a 300 novos casos de desaparecimento. São conjuntos de restos mortais cuja identidade ainda precisa ser esclarecida. A parceria pretende ampliar a capacidade de processamento das amostras e auxiliar futuras investigações.

Identificação depende de amostras e comparação

A análise genética produz perfis que podem ser comparados com informações armazenadas em bancos especializados. No acordo, as informações obtidas serão usadas para confronto com dados de familiares de desaparecidos. Uma correspondência pode fornecer elementos para confirmar uma identidade.

O procedimento não garante resultado em todos os casos. Depende da qualidade do material e da existência de amostras familiares adequadas para comparação. A nota oficial não estabelece prazo para concluir as 300 análises.

Acordo organiza o caminho entre coleta e investigação Etapas e finalidades informadas pela Polícia Técnico-Científica de SP

Etapa Finalidade
Análise das ossadas Obter perfis genéticos para identificação
Coleta com familiares Ampliar referências disponíveis para comparação
Comparação dos dados Buscar correspondências genéticas
Retorno às investigações Oferecer informações sobre possíveis identidades

Fonte: Governo de São Paulo e Agência Brasil. Elaboração: redação.

Famílias podem agendar coleta

Pessoas com parentes desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético no site do IML. O agendamento não deve ser confundido com registro policial do desaparecimento. A coleta oferece uma referência para os bancos de dados usados nas análises.

O prazo de mais de 30 dias é o critério divulgado para esse serviço de coleta. Ele não significa que uma família deva esperar esse período para procurar a polícia quando alguém desaparecer. O agendamento genético e a comunicação do desaparecimento são procedimentos distintos.

Dados genéticos são considerados dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados. Eles podem revelar características únicas e relações familiares. Por isso, o uso declarado para identificação precisa ser acompanhado de segurança e controle de acesso.

Cooperação amplia capacidade técnica

A perita criminal Maria Paula Valadares afirmou que o CICV ajudará a ampliar o processamento das amostras. Segundo ela, os resultados poderão esclarecer identidades e contribuir para investigações. A declaração consta na cobertura da Agência Brasil.

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção do CICV para países do Cone Sul e Brasil, o trabalho preserva a dignidade dos mortos e de seus familiares. A cooperação também demonstra que identificação forense é uma política de direitos, não apenas uma etapa criminal.

O que diz o CICV: Fernando Fornaris afirmou que a identificação representa uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares. A posição foi divulgada nesta quinta-feira (5) junto com o acordo.

O próximo resultado será o avanço das análises e das comparações. A transparência poderá informar quantas ossadas foram processadas e quantas identidades confirmadas, sem expor dados familiares. Para quem espera notícias, cada identificação pode encerrar uma incerteza prolongada.

Como fizemos: Consultamos a reportagem da Agência Brasil publicada em 05/11/2026 e a definição de dado genético na legislação. Separamos o total de ossadas, o serviço de coleta e os resultados ainda não divulgados. Não presumimos correspondências, crimes ou prazos de conclusão.

Fontes